UMUARAMA/PR

Prefeito de Cidade Gaúcha é investigado por represálias à Polícia Militar

Prefeito de Cidade Gaúcha é investigado por represálias à Polícia Militar

Prefeito é investigado por ter suspendido o custeio do fornecimento de alimentação à Polícia Militar.

O Ministério Público do Paraná ajuizou nesta segunda-feira, 11 de novembro, ação civil pública contra o prefeito de Cidade Gaúcha. O agente público é investigado por ato de improbidade administrativa por ter suspendido o custeio para o fornecimento de alimentação à Polícia Militar do Município.

De acordo com apuração da Promotoria de Justiça na Comarca, a suspensão do serviço ocorreu em fevereiro deste ano e foi motivada por retaliação à Corporação, que, por duas vezes durante o ano de 2018, efetuou a prisão do presidente da Câmara de Vereadores do Município – aliado político do chefe do Executivo.

CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

A primeira prisão ocorreu no dia das eleições daquele ano por suspeitas de boca de urna. A segunda foi no dia 28 de dezembro de 2018, quando o vereador foi autuado por posse irregular de arma de fogo e agressão à sua esposa, fato que gerou grande repercussão na imprensa local.

De acordo com testemunhas ouvidas pelo MPPR no curso das investigações, o prefeito e o presidente da Câmara Municipal teriam solicitado a transferência do então comandante da Polícia Militar de Cidade Gaúcha – o que de fato aconteceu, embora o Batalhão tenha informado que a transferência ocorreu por conveniência administrativa. Na mesma época, foi determinado pelo chefe do Executivo local o corte no fornecimento de alimentação à Polícia Militar, o que durou cerca de dez dias.

Ao propor a ação, a Promotoria de Justiça pondera que “embora a Municipalidade não tenha a obrigação legal de colaborar com o fornecimento de alimentação aos policiais, não se pode olvidar que há uma praxe consolidada (costume) de o Município de Cidade Gaúcha/PR auxiliar na alimentação das policias Civil e Militar, de modo que eventual suspensão no fornecimento deveria ser antecedida de motivos plausíveis e justificação adequada, o que não ocorreu”. E acrescenta ainda que a conduta “tem aptidão de gerar o efeito nocivo de intimidar os policiais militares e incutir a ideia de que não devem mexer com determinadas pessoas influentes no Município, sob pena de represálias e mesmo de transferências, afetando negativamente os trabalhos da polícia”.

No mérito da ação, é requerida a condenação do agente público às sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa, entre elas a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos e a proibição de contratar com o poder público.

Comente

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo impróprio ou ilegal, denuncie.

Veja também

Nova iluminação representa mais segurança para Alto Piquiri

A substituição de sistemas convencionais de iluminação por luminárias de LED é uma...

Morte de jovem em Mariluz pode ter motivação passional

Luciano Barbosa de Lima, de 32 anos, conhecido como Nico, ocorrida por volta...

PRF apreende carro recheado de maconha em Alto Paraíso

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu no início da madruga de quinta-feira...

Três homens são presos, após tentarem fugir da PM em Mariluz

Três homens, que ocupavam um veículo Vectra, foram presos em Mariluz. De acordo...

Mais notícias

UEM abre inscrições para o vestibular EAD nesta quarta-feira

A UEM abre, nesta quarta-feira (21) o prazo de inscrição para o Vestibular EAD 2020 com a...

Pai de médica desaparecida em Erechim nega pedido de resgate

O prefeito de Laranjeiras do Sul, Berto Silva, divulgou uma nota à imprensa a respeito do desaparecimento de...

Bolivianos são flagrados na fronteira de MS com R$ 1,5 milhão

Nesta segunda-feira (19) a Receita Federal apreendeu R$1,5 milhão na fronteira entre Brasil e Bolívia, em Corumbá,...

Nova iluminação representa mais segurança para Alto Piquiri

A substituição de sistemas convencionais de iluminação por luminárias de LED é uma das melhorias urbanas que...